Helena Marques

Sobre mim:

O meu nome é Helena. Tenho 17 anos e estou no último do ano do curso de Ciências e Tecnologias. Decidi estudar Biologia este ano porque sinto uma grande curiosidade sobre o mundo que nos rodeia e esta disciplina ajuda-me a descobrir e a aprender coisas novas sobre este.


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O direito ao Aborto

Recentemente, e por diversos motivos, o direito à interrupção voluntária da gravidez (IVG) tem sido discutido, pelo que quis expor o meu ponto de vista. Creio que o aborto é um direito fundamental das mulheres e uma importantíssima conquista para todas nós, porque ninguém deve ser obrigado a ter um filho que não deseja e não deve ser forçado a dar continuação a uma gravidez.

O direito e o acesso ao aborto são uma questão de igualdade. Uma gravidez indesejada muitas vezes resulta em perda de oportunidades, emprego ou estudos, por exemplo, para além de que, na nossa sociedade, os cuidados com o filho recaem maioritariamente sobre a mãe, desde a sua conceção até à idade adulta. Existem inúmeras razões pelas quais uma pessoa pode desejar interromper uma gravidez, nomeadamente falta de condições económicas para sustentar este filho; gravidez adolescente; estar numa relação abusiva da qual a mulher tem dificuldade de sair e que se tornaria ainda mais difícil estando grávida ou presa a um bebé; ou simplesmente, uma mulher pode não desejar ter filhos neste momento. Seria ético forçar uma criança a nascer num lar e numa família que não está pronta para a acolher? E ainda, forçar uma mulher a dar à luz é desumano. A gravidez e o parto são acompanhados de mudanças radicais no corpo das mulheres que por vezes resultam em problemas de saúde, pelo que ninguém pode ser obrigado a passar por isto.

Existem muitas crenças erradas sobre o aborto. Muitas vezes nestas discussões, mostram-nos imagens de médicos a “matar” bebés que já estão praticamente desenvolvidos e a retirá-los do útero. Porém, isto não corresponde de todo à realidade. Procedimentos como este apenas são feitos quando o bebé morre dentro do útero da mãe, pelo que terá de ser removido, ou quando a vida da mãe é ameaçada por esta gravidez. Na realidade, a IVG faz-se tomando dois comprimidos e é um procedimento relativamente simples.

Quem quer criminalizar o aborto esquece-se (ou tenta esquecer!) que os abortos continuarão a existir, mas feitos ilegalmente, sem qualquer tipo de regulação, pondo a saúde das mulheres que o desejam fazer em risco. Assim, não só continuariam a ser feitos, como seriam muito mais perigosos para as mulheres que os procuram em clínicas ilegais ou os fazem em casa, pelo que é melhor garantir o acesso a este cuidado de saúde de forma legal e que cumpra as normas para a segurança da mulher.

Prevenir o aborto faz-se através de uma educação sexual mais eficaz e da disponibilização de métodos contracetivos. No entanto, temos de compreender que os métodos contracetivos não são 100% eficazes e gravidezes indesejadas podem acontecer ainda assim.

A criminalização do aborto visa punir uma mulher por viver e exprimir a sua sexualidade. Apesar de este direito ter sido conquistado, as regras em Portugal ainda não são boas o suficiente. O aborto apenas pode ser feito nas primeiras 10 semanas, período que é dos mais curtos dos países da União Europeia, que normalmente têm um intervalo com aproximadamente o dobro do tempo, perto das 20 semanas, momento em que o feto pode sobreviver fora do útero da mãe (com a ajuda de certas tecnologias, é claro). Para além deste intervalo ser tão reduzido, muitas mulheres querem acabar com o período de reflexão de três dias obrigatório antes do procedimento porque consideram esta medida paternalista.

Este assunto encaixa-se nos temas da ciência visto que se trata de um cuidado de saúde para o qual foram desenvolvidas técnicas de modo a facilitar este processo, como a medicação. Este assunto diz respeito a todos nós enquanto sociedade, afetando particularmente quase metade da nossa população, daí a sua importância.




Pilares da Criação

Os Pilares da Criação são aglomerados de gás e poeiras e situam-se no centro da Nebulosa da Águia, a quase 7 mil anos-luz da Terra. Esta estrutura tem este nome porque são formadas estrelas nesta zona. No entanto, esta estrutura está a sofrer erosão causada pelos ventos estelares, provocados pelas estrelas como o nome indica, pelo que irá desaparecer eventualmente. 

A nebulosa da Águia pode ser observada através de telescópios mais pequenos durante o mês de julho, mas para observar os pilares é necessário um telescópio maior.

Esta imagem foi tirada pelo telescópio Hubble a 1 de abril de 1995. Não é a primeira imagem dos Pilares da Criação, mas é sem dúvida a mais conhecida. Acho que esta foto é fenomenal porque nos mostra maravilhas do nosso universo que mais parecem tiradas de um filme, pelo que quis partilhar convosco a imagem bem como uma explicação bastante simples sobre o seu conteúdo.






Tratamento revolucionário para a Parkinson

Foi descoberto um novo tratamento para a doença Parkinson. Este tratamento não é invasivo e revela uma grande eficácia na reversão dos sintomas desta doença, daí a sua grande importância. Este sistema foi desenvolvido numa universidade em Maryland, EUA e tem o nome de Exablate Neuro.

Este sistema usa ondas de ultrassom focalizado na parte do cérebro que controla os movimentos voluntários. Durante o procedimento, o paciente está completamente consciente e não toma anestesia, pelo que pode dar feedback constante. Este tratamento é monitorizado pelos médicos enquanto o procedimento decorre através de imagens de ressonância magnética.

Depois de começarem o tratamento, os sintomas mais severos dos doentes de Parkinson (nomeadamente tremores e outros problemas relacionados com os movimentos) diminuem bastante.

Esta tecnologia é muito importante e tem a capacidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas por esta doença e outras semelhantes. Este tratamento destaca-se de outras alternativas porque os pacientes sentem um alívio dos sintomas rapidamente, o paciente não é sujeito a anestesias ou incisões e está sempre consciente, podendo dar feedback constante. Por outro lado, este tratamento não tem efeitos secundários que são comuns noutros tratamentos, nomeadamente a medicação.

Esta alternativa mostra como a medicina (ciência) aliada à tecnologia pode proporcionar bem-estar e qualidade de vida a uma porção considerável da nossa sociedade.




Criação de animais de “raças puras”

É muito comum ter animais de estimação hoje em dia, especialmente cães e gatos. Quando as pessoas escolhem o seu animal, a raça pode ser um fator preponderante na tomada desta decisão. 

O ser humano, ao longo dos séculos, tem feito uma seleção artificial dos animais domesticados. No entanto, atualmente, esta seleção é mais consciente, uma vez que já se conhece a ciência que está por trás deste processo e, também por este motivo, mais eficaz. A criação de animais de “raças puras” é um negócio rentável para muitos criadores de cães, ou de outros animais. Porém, estes animais, que costumam ser relativamente caros, nascem muitas vezes com graves problemas de saúde, uma vez que foram criados para serem bonitos e fofinhos, ignorando completamente o efeito que esta seleção teria na saúde e na condição de vida destes animais.

Um dos exemplos mais comuns desta ocorrência são os pugs. Estes cães que muitos consideram adoráveis têm graves problemas respiratórios devido ao seu focinho achatado, pelo que não conseguem praticar qualquer tipo de exercício físico que seja relativamente intenso. No entanto, os problemas de saúde destes cães não ficam por aqui: devido às “dobras” do seu focinho, é muito fácil desenvolverem-se bactérias ou fungos, pelo que estes animais requerem um grande cuidado por parte dos seus donos para que não desenvolvam doenças causadas por estes fungos ou bactérias; os seus olhos grandes podem ter tendência a desenvolver problemas oftalmológicos; alguns destes animais têm problemas de mobilidade; estes animais têm também tendência a desenvolver obesidade, entre muitas outros problemas que os cães desta raça têm tendência a desenvolver.

Devido à fraca condição de vida que estes animais têm, levanta-se a questão seguinte: é ético criar certas raças de animais que têm este tipo de problemas de saúde? É legítimo continuar a criar cães desta raça sabendo que os atributos que as pessoas consideram “fofos” são exatamente a causa dos problemas de saúde destes animais? Como os Pugs existem muitos outros animais, esta raça é apenas um exemplo de uma realidade bastante presente que escolhemos ignorar.

Quis falar sobre este tópico porque considero importante discutir este assunto, especialmente com quem quer comprar um animal de uma determinada raça. Este tema aborda também questões éticas que enquanto sociedade devíamos responder, aborda o conhecimento científico que permite criar raças específicas de animais artificialmente e que depois permite avaliar o estado de saúde destes mesmos animais. Por fim, a forma como tirámos estes animais do mundo selvagem para, essencialmente, os tornarmos em criaturas deformadas, está relacionado com o ambiente e com a manipulação da natureza por parte da Humanidade e das nossas sociedades.




Base das lajes

A Base Aérea das Lajes localiza-se no nordeste da ilha Terceira, nos Açores. Desde a sua construção, foi usada principalmente pelas forças militares dos Estados Unidos. Esta base foi construída há mais de 80 anos. Estudos mostram que os solos da zona estão a ser contaminados por metais pesados e hidrocarbonetos (petróleo) desde a sua construção até aos dias de hoje. 

Esta contaminação aumenta o risco de cancro das populações desta área, bem como os trabalhadores que ao longo dos anos passaram pela base. Alguns estudos mostram que a incidência de cancro nas populações da área é muito elevada, apesar de haver algum debate sobre a veracidade desta informação. 

Antes de estas informações terem sido divulgadas ao público, a Força Aérea Americana na Europa (USAFE) já tinham encomendado um estudo em 2006 que revelava esta realidade. Estas informações eram confidenciais e só foram conhecidos devido a uma fuga de informação.

Escolhi escrever sobre este tema porque aborda um problema que durante vários anos passou despercebido e foi ignorado, apesar de ter afetado tão profundamente as pessoas que aí vivem e o meio ambiente. Foi devido à ciência que a contaminação dos solos foi descoberta e estudada. É necessário descontaminar os solos, para isso aplicando as tecnologias e técnicas que existem para resolver este problema.




Será possível que cogumelos comuniquem entre si?

Investigadores descobriram que alguns cogumelos, particularmente os da espécie Schizophyllum commune, têm a capacidade de transmitir impulsos elétricos entre si através da hifa, de uma forma relativamente semelhante à forma como a informação é transmitida no cérebro humano. Estes impulsos elétricos evidenciam um padrão aparente, segundo os cientistas. 

Este estudo sugere que o número de impulsos elétricos transmitidos poderá aumentar quando estes fungos, que se encontram na natureza em madeira podre, contactam com madeira. Isto poderá significar que estes fungos trocam informação entre si quando existem mudanças no ambiente ou quando entram em contacto com alimento, por exemplo. No entanto, ainda é cedo para confirmar esta teoria, uma vez que os cientistas não sabem se estes impulsos elétricos são um meio de comunicação ou se existem por qualquer outra razão ainda não determinada. Assim, não podemos afirmar que os fungos comunicam entre si, e muito menos que têm uma “linguagem”.

Apesar de esta descoberta não ter necessariamente uma grande aplicação na vida das pessoas, é um estudo interessante e bastante curioso, pelo que decidi partilhar. Escrevi este pequeno texto depois de ler este artigo.







Lixo eletrónico

Sempre que um dos nossos aparelhos eletrónicos deixa de funcionar, pensamos em substituí-lo. No entanto, o que acontece a este aparelho? Segundo vários estudos, uma percentagem elevada destes resíduos não é tratada (mais de 80%). 

Toneladas destes resíduos provenientes de países da União Europeia acabam em Gana, na África Ocidental. Apesar de esta prática estar proibida pela União Europeia, muito deste lixo chega a este país através da importação (legal) de bens em segunda mão, acabando em lixeiras a céu aberto enormes. Nestes sítios, trabalhadores recolhem alguns materiais mais valiosos para vender e ganhar algum sustento. No entanto, devido a alguns componentes tóxicos destes produtos, esta atividade tem um grande impacto na saúde destas pessoas que trabalham sem condições nenhumas. Para além do perigo que estes resíduos podem apresentar para saúde humana, a poluição dos ecossistemas também é um grave problema causado por este lixo.

É necessário repensar a forma como consumimos os produtos de modo que seja produzida uma menor quantidade de resíduos. Também é necessário responsabilizar os fabricantes destes produtos, apostando numa maior longevidade e na possibilidade de reparar os aparelhos, algo que muitos evitam porque é mais lucrativo vender um aparelho eletrónico novo assim que o anterior se estraga do que repará-lo.

Escolhi este assunto porque se trata de um problema bastante grave, e que afeta as populações mundiais mais pobres. Este tema relaciona a ciência, por exemplo, quando são avaliados os impactes para a saúde destes equipamentos, tecnologia em relação aos equipamentos eletrónicos, sociedade porque é um problema que afeta um grande número de pessoas que também só pode ser resolvido com mudanças a nível da nossa sociedade, quer seja na forma como todos nós consumimos estes bens como na eventual legislação e regulação de modo a serem criados produtos que durem mais tempo, por exemplo, aumentando o número mínimo de anos de garantia que um aparelho tem, entre outras medidas que podiam e deviam ser postas em prática. Este é um problema que também tem um grande impacte ambiental, nomeadamente devido à poluição dos ecossistemas por parte de materiais tóxicos para o ambiente.





Relatório

Este semestre realizámos uma atividade experimental em grupo sobre a qual eu gostava de refletir um pouco.

A cada grupo foi atribuída uma questão-problema e, a partir daí, cada grupo começou a planear a atividade, decidindo o procedimento que iria ser realizado, os materiais necessários, formulação de uma hipótese, etc. 

Depois da planificação, realizámos a experiência no laboratório. Em geral, poderíamos dizer que a nossa não correu muito bem já que os resultados não foram os esperados e não estavam de acordo com a pesquisa feita previamente. 

Depois da atividade, elaborámos um relatório. Esta foi, para mim, a parte mais difícil e mais interessante do trabalho, assim como uma das mais úteis para o futuro (para quem deseja seguir esta área). Ao fazer o relatório, aprendi bastante e, por vezes, foi necessária alguma criatividade para solucionar alguns pequenos problemas que iam surgindo.

Ao receber o relatório com as anotações e sugestões do professor pude aprender ainda mais porque sei que erros devo evitar e sei em que aspetos o relatório podia ter sido mais bem elaborado.

Para concluir, creio que esta foi a atividade mais interessante que realizámos ao longo do ano, e também a que mais utilidade terá no futuro de uma boa parte dos alunos. Ao longo de toda a atividade, desde a planificação até à apresentação, fomos aprendendo como se faz uma atividade laboratorial e pudemos ver os aspetos onde teremos de melhorar.





Visita ao MIAA - Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes

Este semestre visitámos o MIAA - Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes. Este museu tem algumas coleções permanentes, nomeadamente a coleção composta por obras da pintora Maria Lucília Moita e a coleção composta por artefactos arqueológicos encontrados no concelho de Abrantes. Para além das exposições permanentes, o MIAA também acolhe exposições temporárias. Quando visitámos o museu, a exposição temporária que pudemos observar estava relacionada com a arte contemporânea.
A parte de que gostei mais foi a exposição temporária, com destaque para uma obra de Carla Filipe. Esta obra foi feita em 2012 e intitula-se Ex-Votos: Domingo, Cemitério Anónimo & Memorial Aos Ferroviários. Como o nome indica, esta obra é uma homenagem aos ferroviários e também àqueles que morreram nas linhas férreas. Esta obra tinha 63 elementos e usa várias técnicas e materiais, nomeadamente a colagem, caneta esferográfica, datilografia, fogo sobre o papel com suporte de acrílico.
Esta obra narra a vida difícil dos ferroviários e das pessoas mais pobres que viviam perto das ferrovias. Algumas delas morriam, quer por acidentes ou por suicídio. Esta obra é impactante porque nos conta a história destas pessoas anónimas. Se tiverem interesse, podem ver aqui esta obra.


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19.12.2021

OGM (ou GMO) são organismos que foram geneticamente modificados para que se obtenham as qualidades mais desejadas nesse mesmo organismo, através de técnicas de engenharia genética. Antes da existência destas técnicas, recorria-se a cruzamentos seletivos, que demora muito mais tempo para obter os mesmos resultados que hoje em dia são obtidos através da modificação genética. No entanto, o uso de GMO na alimentação tem sido questionado e muito debatido.

O uso de GMO tem bastantes vantagens, nomeadamente na agricultura. Graças aos GMO, foi possível reduzir a quantidade de pesticidas usados na agricultura, já que se podem usar plantas mais resistentes a insetos. As plantas também apresentam uma maior tolerância a ambientes desfavoráveis e resistência a vírus, fungos ou bactérias. Assim sendo, a produção na agricultura irá aumentar. Para além disto, estas tecnologias podem fazer aumentar o valor nutricional dos alimentos.

Contudo, nem toda a gente é a favor do uso de alimentos geneticamente modificados, já que os genes introduzidos podem provocar reações alérgicas, já que estes genes podem ser provenientes de um outro alimento que provoque alergias. Outra desvantagem destas técnicas está relacionada com a introdução de uma espécie geneticamente modificada num ambiente, que terá consequências imprevisíveis que poderão perturbar o ecossistema.

Pesando as vantagens e desvantagens da utilização de organismos geneticamente modificados, muitos acreditam que este é um assunto que merece ser mais estudado antes de ser aplicado à vida real, devido às consequências imprevisíveis da sua utilização. Escolhi falar sobre este tema hoje porque é um assunto que, nalguns meios, gera alguma controvérsia, pelo que quis pôr os prós e os contras em perspetiva e talvez tirar as minhas conclusões. Na minha opinião, o uso de GMO na alimentação poderá ter vantagens enormes e talvez poderá contribuir para a erradicação da fome em áreas mais pobres do globo. No entanto, devido à natureza imprevisível das consequências do uso de GMO, penso que o seu impacto na saúde humana e nos ecossistemas deve ser mais bem estudado.

GMO and non-GMO: Pros and Cons

GMOs: Pros and Cons, Backed by Evidence

consultados a 19.12.2021




12.12.2021

Como sabemos, os tipos sanguíneos são definidos pelos antigénios presentes na superfície dos glóbulos vermelhos, sendo este o fator que define tipo de sangue a que pertencemos e que podemos receber no caso de precisarmos de uma transfusão. 

Na espécie humano existem 4 tipos sanguíneos. No entanto, durante a aula de biologia de quinta-feira lembrei-me de uma coisa: será que os animais têm tipos de sangue? E se tiverem, serão como os nossos? Assim, decidi pesquisar um pouco.

Os cães podem 8 tipos sanguíneos possíveis, classificados como DEA 1.1, 1.2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8. Curiosamente, a prevalência dos diferentes tipos é dependente da raça. 

Os gatos são mais parecidos connosco. Têm um sistema de grupos sanguíneos AB, podendo ser A, B ou AB. Os antigénios sanguíneos nos gatos são herdados de forma autossómica onde A é dominante sobre B, pelo que não se compreende a existência do tipo AB, apesar da hipótese de codominância ter sido descartada. A prevalência dos diferentes tipos é mais uma vez dependente da raça.

Nos cavalos estão identificados mais de 30 tipos sanguíneos, que são catalogados de forma muito complexa.

Decidi falar sobre este assunto esta semana porque foi algo que me intrigou, e se mais alguém tinha esta dúvida, agora também já sabem mais um pouco sobre a forma como os tipos sanguíneos funcionam nos animais. Uma outra razão que me levou a partilhar esta informação foi o facto da minha dúvida ter surgido no contexto de sala de aula, quando estudávamos sobre os tipos sanguíneos (em humanos).

Blood types - eClinpath - consultado a 12/12/2021




05.12.2021

Na quinta-feira, fizemos uma ficha de caráter sumativo. Em geral, a ficha correu-me bem no primeiro domínio. Apenas houve uma pergunta que me surpreendeu um pouco porque a interpretei mal. No segundo domínio, a minha nota foi bastante pior, no entanto, não sei se esta nota é justa, já que como são apenas quatro perguntas, cada uma irá ter uma cotação muito elevada.

Para melhorar o meu resultado numa futura ficha, penso que seria importante ler algumas perguntas com um pouco mais de atenção.




28.11.2021

Há 5 anos, em 2016, o Governo Regional da Madeira afundou a Corveta General Pereira d’Eça no mar do Porto Santo, de modo a criar um recife artificial. A Marinha cedeu o navio, que antes de ser afundado foi limpo. Este projeto tem como objetivo preservar e aumentar a biodiversidade natural da zona, e ao mesmo tempo, estimular a economia da região. 

Um recife artificial consiste numa estrutura artificial que é colocada em ambiente marinho de forma a atrair variadas espécies, proporcionando-lhes um local de abrigo, para preservar e até mesmo aumentar a biodiversidade da zona onde esta estrutura, neste caso um navio, foi posta. Assim, este projeto tem um impacto ambiental positivo, e por outro lado, estimula o desenvolvimento económico desta região, porque, em primeiro lugar, o projeto atrai mergulhadores, e em segundo lugar, existe um aumento dos recursos disponíveis para a pesca.

Escolhi falar sobre este tema porque vi, há pouco tempo, uma reportagem sobre a criação deste recife, pelo que decidi partilhar este projeto convosco. Neste vídeo, se estiverem interessados, podem ver imagens do recife. Admiro este projeto porque, para além de promover a preservação da biodiversidade, estimula o crescimento económico da zona.




21.11.2021

Esta semana recebemos dados sobre o nosso desempenho na disciplina de Biologia. Penso que estas informações são importantes para nós, alunos, porque nos dão feedback sobre o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido até agora. Desta forma, podemos saber quais os aspetos em que podemos melhorar de forma a evoluir e de forma a aprender mais sobre a disciplina. 




14.11.2021

Nos últimos meses temos ouvido falar da corrida ao espaço feita por vários bilionários. Falam-nos da forma como estas viagens que fazem irão potenciar o acesso ao espaço por parte de todos e dizem-nos que é a forma de salvarmos o planeta e o ambiente. No entanto, provavelmente, não será assim tão simples. O lançamento de um foguetão lança centenas de milhões de toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera, entre outros gases poluentes. A emissão destes gases tem várias consequências, nomeadamente a destruição da camada de ozono, que todos sabemos o quão importante é. Cada uma destas viagens tem um impacto enorme no planeta.

Deste artigo lê-se a seguinte informação: "Em 2020, foram realizadas 114 tentativas de lançamento orbital no mundo, segundo a Nasa, o que equivale a uma média de mais de 100 mil voos diários no setor da aviação comercial. Mesmo que o número de lançamentos não aumente significativamente, os seus efeitos negativos causarão impacto. As emissões de dióxido de carbono emitidas por cerca de quatro turistas num voo espacial serão entre 50 e 100 vezes mais do que uma a três toneladas por passageiro num voo de longa duração." Estes dados fazem-nos pensar sobre qual será o verdadeiro objetivo das pessoas mais ricas do mundo ao efetuarem estas viagens. Será o seu objetivo salvar o nosso planeta ou antes satisfazer o seu desejo egoísta de irem ao espaço e terem acesso a algo que a maioria de nós não tem?

Escolhi falar sobre este tema hoje porque acho que devíamos refletir sobre estas viagens ao espaço e pensar sobre elas mais criticamente. O conhecimento e o progresso científico são importantes e são a chave para salvarmos o planeta, mas apenas se não forem usados para servir objetivos egoístas que apenas beneficiam uma quantidade ínfima de pessoas. Temos de ser realistas e perceber que estas viagens ao espaço não irão resolver o enorme problema que a Humanidade enfrenta atualmente.




7.11.2021

Os gatos, ao contrário da grande maioria dos mamíferos, não conseguem sentir sabores doces.

Os mamíferos, de um modo geral, têm recetores de sabor na língua. Nos seres humanos, estes recetores permitem-nos sentir sabores diferentes como doce, picante, amargo, etc. Os recetores do sabor doce são constituídos por proteínas codificadas por dois genes diferentes.

Como os gatos não têm um destes genes completo, não conseguem codificar uma das proteínas que são necessárias para conseguir saborear coisas doces. Há décadas que se sabe que os gatos não têm qualquer preferência entre água e água com açúcar, ao contrário dos outros mamíferos em que esta experiência foi realizada. Assim, um grupo de cientistas tentou descobrir a razão para isso acontecer, e assim foi encontrada a diferença no gene que codifica uma das proteínas necessárias para saborear doce.

Não se sabe exatamente a razão pela qual os felinos não têm este gene que nos dá a capacidade de sentir este sabor, que aparentemente todos os outros mamíferos possuem. No entanto, os gatos e outros animais sentem sabores que nós, seres humanos, não sentimos.

Escolhi falar sobre este tópico porque há uns dias li que os gatos não conseguiam sentir doce, pelo que hoje decidi pesquisar um pouco mais sobre o assunto, que me tinha deixado intrigada, e encontrei este artigo que explica o porquê disto acontecer. Também achei que era um facto curioso e interessante, pelo que decidi partilhá-lo. Deixo-vos também com uma foto da minha gatinha!







31.10.2021

O cientista Pedro Alpuim dedica-se há vários anos a trabalhar, no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, em Braga, com um material com características muito particulares. Este material, o grafeno,  tem uma espessura tão pequena que se considera bidimensional. A sua espessura é de apenas um átomo.

Sabe-se que os neurotransmissores controlam uma grande parte das funções do nosso corpo, mas não se sabe exatamente de que maneira isso acontece no cérebro. O objetivo deste projeto é compreender como funcionam exatamente os neurotransmissores do nosso cérebro e, desta forma, encontrar tratamentos mais eficazes para perturbações como a depressão e a ansiedade. Os dispositivos irão ser testados no cérebro de ratos.

Eu escolhi falar sobre este projeto (que vi neste artigo) porque a saúde mental é um tópico que ultimamente tem sido bastante discutido e que tomou uma importância ainda maior nos últimos dois anos. Este projeto intrigou-me desde o momento que li o título do artigo, pelo que decidi partilhá-lo na minha reflexão desta semana. 




23.10.2021

Foi realizado um estudo nos E.U.A. que tinha como objetivo perceber qual a influência do stress nos ciclos menstruais. Este estudo revela que 54% dos 200 participantes sofreram alterações no seu ciclo desde o início da pandemia, em março do ano passado. Estas alterações estão ligadas ao stress. O estudo descobriu ainda que as pessoas com maiores níveis de stress têm tendência a ter uma menstruação mais prolongada e um maior fluxo. 

Outros estudos feitos anteriormente tinham revelado que distúrbios como ansiedade e depressão também estão relacionados com irregularidades nos ciclos.

Como sabemos, a pandemia teve, de um modo geral, um efeito negativo na nossa saúde mental. Os efeitos da pandemia refletem-se de variadas formas, como por exemplo, nos ciclos mais irregulares de quem menstrua. Apesar de estas notícias serem esperadas e não serem muito surpreendentes, é importante falar sobre a saúde reprodutiva das mulheres e é importante contextualizá-la na situação pandémica em que vivemos. 

Escolhi falar e refletir sobre este artigo porque acho que a saúde reprodutiva das mulheres é um tópico que merece mais atenção de todos nós e porque é importante que perceber a forma como certos fatores influenciam o nosso corpo e a nossa saúde.

 



16.10.2021

Sonda Preserverance
Uma das condições favoráveis para um planeta ser habitável como a Terra é a existência de água líquida. Sabe-se que existiram grandes quantidades de água no estado líquido na superfície de Marte. Com a sonda Preserverance, os cientistas pretendem recolher amostras de rochas da superfície do planeta. A análise das imagens dessas rochas permitiu aos cientistas concluir que existiriam rios e um lago na superfície de Marte. Ocasionalmente, fortes enxurradas arrastavam pedregulhos pelos cursos de água. Esta descoberta permite conhecer em maior profundidade Marte e o seu passado. Porém, atualmente, não existe água no planeta. Os cientistas suspeitam que, devido ao reduzido tamanho e massa do planeta, a água se tenha escapado para o espaço.

Decidi falar hoje sobre esta descoberta porque, para além de a considerar interessante, ajuda-nos a perceber quais as condições ideais para um planeta suportar vida, nomeadamente o seu tamanho “mínimo”. Devido às alterações climáticas e à destruição do ambiente, a procura por outro planeta que consiga suportar vida torna-se cada vez mais importante, o que significa que este tipo de descobertas são cada vez mais relevantes para os cientistas e eventualmente para nós enquanto sociedade. 

Mars Had Liquid Water On Its Surface. Here's Why Scientists Think It Vanished

Perseverance ‘descobre’ o que aconteceu em lago de Marte há milhões de anos

(consultados a 16.10.2021)




05.10.2021

Posso tirar várias lições importantes do artigo sobre Diogo Teixeira, nomeadamente a resiliência e determinação deste jovem, que deve ser exemplo para todos nós, especialmente neste último ano letivo.

Diogo Teixeira começou a estudar afincadamente desde o início do secundário para conseguir concretizar o seu sonho: ir para a faculdade. Para além de ter alcançado este objetivo, conseguiu alcançar um grande sucesso na sua área. A história de Diogo mostra-nos que o esforço e o trabalho conseguem levar-nos longe e fazem-nos realizar os nossos sonhos. 

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