Uso de giestas e tojos na nossa alimentação

 

Os tojos e as giestas são plantas conhecidas por quase todos nós. No entanto, uma investigadora da Escócia acredita que podemos dar um uso completamente novo a estas plantas, usando-as na nossa alimentação.

Wendy Russel da Universidade de Aberdeen, Escócia, descobriu que os tojos e as giestas têm cerca de 20% de proteína. Assim, se a segurança for assegurada, estas plantas poderiam ser utilizadas na alimentação. Existem outros desafios para que esta ideia se torne uma realidade, nomeadamente o uso da tecnologia para extrair a proteína. Também é necessário convencer as empresas a vender este produto e as pessoas a experimentar esta alternativa à carne.

O uso destas plantas na nossa alimentação em lugar da carne tem inúmeras vantagens, nomeadamente a nível ambiental, já que para um quilo desta proteína são produzidos cerca de 5 kg de CO2, uma quantidade muito reduzida quando comparada com os 100 kg de CO2 produzidos para um quilo de carne. Para além das vantagens ambientais que esta alternativa apresenta, devido à grande abundância destas espécies no nosso país que são constantemente removidas dos terrenos.

Decidimos apresentar hoje esta ideia que encontrámos neste artigo porque pensamos que esta poderá ser uma alternativa viável à carne, que tem um enorme impacto ambiental. Para além da redução de CO2 produzido, estas plantas são bastante comuns no nosso país, pelo que poderão ter um custo económico relativamente reduzido. Este projeto, no entanto, necessita de investigação científica para que a segurança alimentar seja assegurada e de recurso a tecnologias que permitam a extração da proteína. Pensamos que esta alternativa pode e deve ser incorporada na alimentação da população devido ao baixo impacto ambiental que apresenta quando comparada com o impacto da proteína animal.





Comentários

  1. Olá! Eis o meu comentário ao vosso artigo... Eu sabia que as giestas e os tojos eram plantas muito comuns e abundantes no nosso país. No entanto, não fazia a mínima ideia de que estas plantas poderiam vir a ser utilizadas na nossa alimentação, daí o artigo ser bastante interessante e ao mesmos tempo desafiante.
    Como é referido no vosso artigo, a produção de um quilo desta proteína vegetal terá um impacte ambiental muito menor em comparação com a produção da mesma quantidade de proteína animal. No entanto, é referido que ainda não existe a tecnologia para extrair essa proteína da planta.
    Deste modo, eu acho muito importante que se invista neste tópico e nas tecnologias que permitam a extração da proteína das plantas e que a mesma seja aprovada como segura para a alimentação humana. Assim, se continuarmos a este ritmo a arranjar mais pastos para o gado, pois a criação destes envolve a destruição de florestas e de outros locais, leva consequentemente á perda de biodiversidade desse local. Também, não nos podemos esquecer que a produção de proteína de origem animal tem um grande impacte ambiental, pois produz grandes quantidades de gases com efeito de estufa que contribuem para o aquecimento global.
    No entanto, o grande desafio deste "novo alimento" será mesmo tentar convencer as pessoas a consumi-lo e a utiliza-lo regularmente como substituto da proteína animal. Sem dúvida que no futuro próximo se eu tiver oportunidade de experimentar esta proteína de origem vegetal, com certeza que o farei, pois é mais amiga do ambiente e sustentável.
    Espero que o meu comentário tenha sido enriquecedor e estejam recetivos, como eu, a experimentar este “novo alimento”!

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    1. Obrigada pelo teu comentário! Eu concordo contigo quando dizes que será um pouco difícil convencer as pessoas a experimentarem esta alternativa às proteínas animais, mas acho que nós devemos ter uma mente aberta e estar recetivos a coisas novas, especialmente quando se trata de coisas que têm o potencial de ajudar o ambiente.

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  2. Cumprimentos.
    Tal como referiram no vosso artigo o tojo e as giestas são conhecidas pela sociedade em geral, dado que se encontram em qualquer campo ou berma de estrada.
    Achei de extrema importância o assunto do vosso artigo, pois encontramo-nos numa situação precária, onde o consumo diário de proteína animal tem aumentado exponencialmente e prejudicado todo o meio ambiente. Contudo, existem soluções possíveis para tal, uma delas é referida no vosso artigo: o consumo de proteínas vegetais em substituição de proteínas animais.
    Acredito que, tal como referiram, estas plantas poderiam ser uma fonte viável de obtenção de proteínas, para o nosso dia-a-dia, mas para tal será necessário um tipo específico de tecnologia, de modo a extrair a proteína, que só pode ser obtido perante a verba obtida após comercialização deste produto. Não creio que seja um problema futuro “convencer” as empresas a realizarem a comercialização, visto que tal será uma consequência das necessidades humanas. Ou seja, se lecionarmos nas escolas a necessidade de se consumir proteína vegetal em vez de proteína animal, e se dermos a conhecer ao mundo de que o planeta terra necessita que façamos esta mudança, as pessoas irão procurar esta alternativa à carne (uns por consciência dessa necessidade, outros por motivos diversos), e, consequentemente, as empresas irão proceder à comercialização do produto.
    Porém, reconheço que seja uma dificuldade atual esta comercialização, por não existir consciencialização geral, pelo que creio que deveríamos começar por lecionar nas escolas esta alternativa e a necessidade desta substituição na alimentação.

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